Víbora-cornuda – Vipera latastei

Este é o olhar da cobra que está provavelmente mais ameaçado na Península Ibérica, a víboracornuda (Vipera latastei).

Juvenil

            Esta Víbora pode atingir até 70 cm de comprimento total. A cabeça é  bem definida e com um contorno triangular. É reconhecida pelo seu característico focinho elevado e a sua pupila elíptica e vertical. A sua coloração é muito variável (cinza, castanha, laranja, etc. ) e está lindamente decorada com um padrão dorsal, em forma de zig-zag mais ou menos grosso.

            As víboras alimentam-se de uma grande variedade de presas, tais como lagartos, lagartixas e outros répteis, musaranhos, toupeiras, ratos, pequenas aves, pequenos anfíbios e invertebrados.

            Vive apenas na Península Ibérica e numa pequena parte do norte de África, isso significa que temos uma grande responsabilidade em cuidar para que as populações não continuem em regressão.

            Em Portugal ocorre em núcleos populacionais reduzidos de norte a sul. É um animal muito calmo, que quando incomodado evita o confronto e raramente morde tal como o resto das cobras, e na verdade, é mais provável que tenhamos um acidente com os nossos animais domésticos, do que com uma cobra.

            Se tivermos a sorte de a encontrar no campo, podemos observá-la com total tranquilidade, a uma distância segura e sem manipulá-la. No entanto, há que ter muita cautela pois trata-se de um animal venenoso. A sua potencial perigosidade constitui por vezes (infelizmente) motivo suficiente para o seu extermínio. As cabeças de víbora cornuda são usadas em rituais de magia negra ou simplesmente como amuleto.

NOME COMUM: Víbora-cornuda

NOME CIENTÍFICO: Vipera latastei      

            O conjunto de todas as suas características morfológicas e biológicas, fazem desta espécie um dos animais que os fotógrafos e os naturalistas mais desejam encontrar na natureza. Espero que tenham gostado de saber mais sobre esta senhora escamosa.

Rui Lemos