Smart Farm – Menção Honrosa nos Green Project Awards.

Smart Farm uma referência para a agricultura sustentável.
Numa clara aposta na divulgação e experimentação das boas práticas na utilização dos produtos fitofarmacêuticos, a Smart Farm tem merecido muito do esforço realizado pela Anipla para a tradução prática dos projetos e conteúdos que espelham o compromisso da indústria para a proteção das plantas numa agricultura sustentável.

Este esforço tem sido bem acolhido pelo público, uma vez que, após a inauguração, já foram contabilizados 487 visitantes, desde agricultores, fruticultores, alunos de escolas agrárias e agronomia, técnicos, formadores, investigadores de engenharia do ambiente e as próprias equipas dos associados da Anipla.

Nas visitas efetuadas, a tecnologia tem um papel fundamental, quer pelo interesse que suscita quer pela importância na ajuda ao agricultor a maximizar a eficácia e segurança da sua atividade.

Destes equipamentos são exemplos os sistemas de transferência fechados, que permitem que o agricultor prepare a sua calda de forma a não ter contacto direto com o produto fitofarmacêutico no seu estado mais concentrado. Ou as tecnologias e equipamentos desenvolvidos para o tratamento de efluentes fitossanitários.

De um modo geral, na Smart Farm abordam-se todos os passos da utilização dos produtos  fitofarmacêuticos: o seu armazenamento; a preparação da calda; a aplicação; a lavagem do pulverizador; a gestão dos efluentes gerados; e a lavagem e encaminhamento das embalagens vazias para o sistema Valorfito.

Esta demonstração de espaços, equipamentos e práticas é fundamental para que o visitante crie uma referência de como aplicar as regras apresentadas pela Lei 26/2013, à escala de cada agricultor.

Dando destaque ao trabalho desenvolvido pela Companhia das Lezírias na área da biodiversidade, e através da implementação de técnicas de produção integrada na cultura da vinha, a Anipla demonstra ainda, como é possível fazer coabitar a proteção e desenvolvimento da biodiversidade com o uso responsável de produtos fitofarmacêuticos, contribuindo desta forma para um rendimento agrícola ambientalmente sustentável.

Neste sentido, desenvolveu-se um local de demonstração real dos benefícios das culturas de cobertura, p.ex. enrelvamento das entrelinhas da vinha, para a proteção da água, incremento da qualidade do solo e promoção da biodiversidade em contexto agrícola. Demonstrando-se igualmente boas práticas para a proteção dos polinizadores, que devem fazer parte de uma agricultura que se quer protetora dos recursos naturais.

Integrados na Smart Farm, estão os projetos TOPPS water protection e Cultivar a Segurança.

No caso do TOPPS, o agricultor recebe um conjunto de boas práticas que deve aplicar na sua exploração para proteger a água. Destas boas práticas destacam-se a utilização dos bicos anti deriva nos pulverizadores e as zonas tampão nos terrenos agrícolas que, respetivamente, permitem proteger a água da perda de produtos fitofarmacêuticos para fora do seu alvo, quer através do arrastamento pelo ar, quer através do escorrimento superficial de água no solo. Desta forma, os tratamentos efetuados são económica e ambientalmente mais eficazes.

No caso do Cultivar a Segurança, este tem como objetivo promover boas práticas que protegem o agricultor na sua atividade agrícola, a sua vizinhança e terceiros, promovendo assim a saúde de quem permanece e de quem interage com a exploração agrícola.