Sardão – Timon lepida

Este lagarto é o maior da Península Ibérica, podendo atingir os 80 cm de comprimento total. O Sardão é uma animal bastante robusto apresentando um padrão cromático dorsal muito vistoso, um marmoreado verde vivo misturado com ocelos negros, nos flancos existem algumas fiadas de ocelos azuis. O ventre é esbranquiçado ou amarelado. Os machos distinguem-se das fêmeas por possuírem uma cabeça mais larga e por terem o início da cauda mais largo.

NOME COMUM: Sardão

NOME CIENTÍFICO: Timon lepida

Quando uma fêmea entra no território de um macho, este persegue-a, mordiscando-a na parte traseira do corpo.  A gestação dura entre 70 e 100 dias, a fêmea deposita entre 5 e 20 ovos debaixo de pedras ou troncos, pode também enterrá-los sob terra solta. A incubação dura entre 2 a 3 meses. Nesta espécie, a maturidade sexual é atingida aos 3 anos e a longevidade máxima é de cerca de 20 anos em liberdade.

A alimentação deste lagarto é sobretudo insectos mas alimenta-se também de caracóis, lesmas, lagartixas, cobras de água e outros répteis, pequenos mamíferos, ovos e crias de aves, frutas e restos vegetais. Os adultos também podem predar juvenis da sua espécie.

Habita desde o nível do mar até as regiões de montanha. Prefere locais com abundância de abrigos e com boa exposição solar, podendo deste modo proteger-se melhor dos predadores. Em Portugal ocorre em todo o país.

Devido à perseguição a que tem sido sujeito, é apenas abundante nalgumas zonas isoladas. Nas zonas mais áridas e nalgumas regiões do norte de Portugal tornou-se uma espécie rara.

Sendo um dos maiores lagartos europeus, apresenta populações de baixo efectivo e, por isso, de maior vulnerabilidade à perturbação dos habitats. A espécie está em clara regressão devido á destruição do habitat resultante da expansão urbana e da ocupação do solo para múltiplas actividades humanas e por ultimo a actividade agro-florestal industrial intensiva, que leva à redução drástica do habitat e à perda de refúgios e de recursos alimentares.

Rui Lemos