Sapinho-de-verrugas-verdes – Pelodytes punctatus

Para mim este é a maior jóia dos anfíbios. O sapinho-de-verrugas-verdes é um sapo pequeno, que mede entre os 3,5 aos 5 cm de comprimento total. Tem a cabeça achatada, com focinho arredondado e olhos dourados, salientes e grandes, com pupila vertical. O dorso é geralmente acinzentado ou acastanhado-claro com numerosas verrugas de cor esverdeada ou acastanhada, também presentes nas patas e nos flancos. A região do ventre é branca ou amarelada. Os machos na época de reprodução apresentam calosidades nupciais nas patas anteriores, queixo, axilas, ventre e coxas.

Nome Comum: Sapinho-de-verrugas-verdes

Nome Científico: Pelodytes punctatus

É uma espécie essencialmente terrestre e nocturna, deslocando-se pelas imediações do seu esconderijo para capturar insectos e aranhas. Em geral, passa por um período de inatividade durante os meses mais quentes do verão, podendo também atravessar um período de repouso invernal nas regiões mais frias. Os habitats preferidos desta espécie são zonas abertas e ensolaradas em locais de águas baixas, naturais ou artificiais. Os machos coaxam metidos dentro de água ou próximo de tufos de vegetação.

            Normalmente a época de reprodução é durante o mês de Fevereiro. O acasalamento ocorre na água e posteriormente a fêmea deposita cerca de 1000 a 1500 ovos em curtos cordões que vai fixando na vegetação submersa,  5 a 10 dias após a postura, nascem os girinos que durante os 3 a 4 meses seguintes vão sofrer o processo de metamorfose.

As populações portuguesas do sapinho-de-verrugas-verdes distribuem-se praticamente por todo o território a sul do rio Tejo, estendendo-se para norte através de uma faixa litoral que se vai estreitando até à região de Esposende. No interior leste circunscrevem-se a uma área relativamente limitada, na região entre Vila-Velha-de-Ródão e Penamacor.

A destruição do seu habitat é a principal ameaça para esta jóia.

Rui Lemos