Lagartixa-de-bocage – Podarcis bocagei

Esta lagartixa apresenta um tamanho médio de cerca de 7 cm de comprimento cabeça-corpo, tem um corpo robusto e cilíndrico, a cabeça é relativamente curta com o focinho arredondado. O dorso, nos machos, é geralmente verde escuro e as zonas laterais são verde intenso. Já as fêmeas apresentam geralmente uma coloração do dorso acastanhada com linhas dorso-ventrais de cor verde ou amarela. O ventre dos machos durante o período de reprodução adquire uma coloração amarela ou avermelhada, enquanto que as fêmeas mantêm a mesma cor creme durante todo o ano. Os machos são maiores do que as fêmeas.

NOME COMUM: Lagartixa-de-bocage

NOME CIENTÍFICO: Podarcis bocagei

            A sua actividade inicia-se em Fevereiro/Março e prolonga-se até Novembro. Em muitas zonas se a temperatura não baixar abaixo dos 10ºC a sua actividade pode ser durante o ano todo. Durante este período de hibernação refugiam-se debaixo de raízes e pedras .

            Os acasalamentos dão-se entre Março e Julho. A postura pode ir de dois a nove ovos e tem a duração de dois a três meses para a sua eclosão.

            Como é uma espécie insectívora alimenta-se principalmente de aranhas e escaravelhos. Os seus predadores são principalmente as cobras, os sardões e algumas aves de rapina.

            A lagartixa-de-Bocage é um endemismo do Noroeste da Península Ibérica, o que significa que apenas existe nesta região do planeta. Apesar de morfologicamente semelhante a outras espécies presentes em Portugal, esta espécie só ocorre na região Noroeste (Minho e Douro Litoral) de Portugal com algumas populações mais ou menos isoladas para o interior (Chaves e Montesinho).

Habita essencialmente em muros, aglomerados de pedras e outros refúgios perto de zonas ensolaradas.

Esta espécie tem uma longevidade máxima de quatro anos. O seu principal mecanismo de defesa é a fuga tendo a capacidade de autotomia da cauda evitando assim muitas vezes ser predada.

            Os répteis carregam uma herança de crenças populares, medos e aversões, que são responsáveis pela sua frequente perseguição e morte. A preservação destas espécies são fundamentais para o controlo de pragas na agricultura por isso é um dever nosso  as preservar.

Rui Lemos