Cobra-rateira – Malpolon monspessulanus

 

         É a maior cobra da nossa herpetofauna, podendo atingir mais de 2.00m de comprimento total. A cabeça é estreita e afunilada. Os olhos são grandes e a zona entre o olho e o orifício nasal é deprimida. A coloração dorsal varia entre o verde oliva, o castanho e o cinzento, apresentando uma mancha típica, muito escura, no terço anterior do corpo. O ventre apresenta tons amarelados, frequentemente com manchas escuras.

         NOME COMUM: Cobra-rateira

         NOME CIENTÍFICO: Malpolon monspessulanus

         Esta espécie é tipicamente diurna mas nos dias mais quentes de Verão pode adoptar hábitos crepusculares. Hiberna nos meses mais frios. A época de reprodução ocorre na Primavera, ocorrendo as cópulas entre Maio e Junho. As posturas dão-se sensivelmente um mês mais tarde, com 5 a 20 ovos cada, depositados debaixo de pedras, matéria orgânica ou em tocas. A eclosão dá-se 2 meses depois. A maturidade sexual desta cobra é atingida entre os 3 e os 5 anos de idade. É uma cobra com um longevidade elevada, podendo ultrapassar os 25 anos.

         A alimentação varia consoante a idade, começando os juvenis por ser insectívoros, depois começam a comer lagartixas, cobras, pequenos roedores e crias de aves os adultos podem caçar juvenis de coelho-bravo e sardões adultos.  

         Os seus principais predadores são as aves de rapina e mamíferos nomeadamente o javali e o saca-rabos.

         Esta espécie ocupa uma grande variedade de habitats como zonas de matos, áreas rochosas abertas, zonas agrícolas, jardins e pinhais arenosos. Em Portugal, distribui-se por todo o território.

         Esta cobra é opistoglifa ou seja possui os dentes inoculadores de veneno na zona posterior da mandíbula superior, não apresenta perigo para o Homem. É uma espécie muito importante no controle das pragas de roedores (ratos).

Rui Lemos