Cobra-de-água-viperina – Natrix maura

 

            A cobra-de-água-viperina é de tamanho médio, atingindo dimensões entre 60 a 130 cm de comprimento total.

            A cabeça destingue-se do resto do corpo, o focinho é curto e arredondado. Na cabeça, possui uma ou duas manchas escuras em forma de V invertido. O corpo é cilíndrico, coberto de escamas. A coloração do dorso varia entre o castanho, o amarelo, o verde e o cinzento, sob manchas acastanhadas ou negras que alternam na região média-dorsal, formando um zigue-zague. O ventre pode ser esbranquiçado, amarelado ou avermelhado, com manchas negras quadrangulares.

            As fêmeas são maiores que os machos e a sua cauda é proporcionalmente mais curta. Os juvenis têm cores mais contrastantes que os adultos.

NOME COMUM: Cobra-de-água-viperina

NOME CIENTÍFICO: Natrix maura

É uma cobra aglifa, não possuindo dentes inoculadores de veneno, esta cobra não representa qualquer perigo para o humano. Quando se sente ameaçada, esta espécie adopta uma postura idêntica à das víboras, dilata as mandíbulas para que a cabeça pareça triangular como as víboras e emite sons. Este comportamento ajuda a manter alguns dos seus predadores afastados, com receio de serem mordidos por uma víbora venenosa. Outros mecanismos de defesa incluem fingir que está morta e a libertação de secreções nauseabundas das glândulas cloacais. É a rainha do bluff nunca morde nem sequer abre a boca quando ataca.

            Alimenta-se de anfíbios, pequenos peixes e invertebrados, podendo esporadicamente consumir outros répteis e micromamíferos.

O seus habitats são geralmente zonas aquáticos, ocorrendo em zonas próximas de lagos, charcos, barragens e cursos de água. Em Portugal está  distribuída por todo o território.

            A poluição aquática e a destruição de habitats húmidos têm provocado o declínio e mesmo o desaparecimento de algumas populações.

Rui Lemos