Amieiro – Alnus glutinosa

Árvore de médio porte que pode atingir os 30m de altura e durar cerca de 120 anos. É uma espécie ripícola que pertence à família das bétulas. É muito exigente em água e pouco exigente no tipo de solo. É uma espécie de luz que habita principalmente na margem de cursos de água, zonas alagadas e húmidas e, desde que as suas raízes estejam em contato direto com um lençol de água pouco profundo, esta desenvolve-se rápida e vigorosamente. Propaga-se por semente, por estaca ou por mergulhia, também rebenta bem pela touça, mas nunca pela raiz.

 

O amieiro é uma espécie pioneira e consolidadora, porque enriquece o solo em nutrientes, através da sua grande capacidade de fixar azoto atmosférico, conseguida pela simbiose das suas raízes com as bactérias. Esta capacidade permite-lhe que se desenvolva em solos quase sem matéria orgânica. Pode ser utlizada para criar as condições ideais para que outras espécies de interesse silvícola possam ser exploradas com maior êxito produtivo.

A sua madeira é muito versátil e valorizada, tendo aplicação no mobiliário, folheado, tornearia, instrumentos musicais, etc. Assume um papel fundamental na consolidação e manutenção das margens de rios e ribeiras. Muita boa para utilizar como barreira natural e constituição de sebes, porque aceita muito bem a conformação de podas. Frequente por toda a Europa, Oeste da Ásia, e Norte de África até ao 1200m. Os bosques de amieiros são considerados um habitat prioritário que servem de abrigo e alimento a muitas espécies de insetos e de pequenos pássaros.

Pedro Sousa